“Um corpo na grama, deitado, quieto, com os olhos pregados no céu. O silêncio corta a madrugada recolhendo as vozes e incinerando as lembranças. O mundo se cala perante a perplexidade do infinito. Na mente um paradoxo intrigante. De um lado o fato de sermos tão pequenos e insignificantes perante a imensidão do infinito. Por outro lado o de sermos essenciais e insubstituíveis mediante a nossa própria existência. A sensação auspiciosa de queda e ao mesmo tempo de voo livre. A vida e a morte, ambas por um fio. Um corpo na grama, deitado, quieto, com os olhos pregados no céu.”
Elisa Bartlett 

“Sua ausência me deprime, amor .”
It all started that Wednesday March, 2014.

“E a verdade é que eu vou deixando pedaços de mim por ai. E guardo pedaços dos outros em mim. Eu nunca fui boa em me despedir, em partir ou deixar que partisse. Uma vez meu, tem que ser meu pra sempre, nem que eu me agarre a fotos antigas e lembranças escassas. E isso me dói, me cansa. Esse amontoado de sentimentos, pensamentos, amores e desamores que se acumula no meu peito. Essa constante sensação de que algo me falta, um vazio existencial que nunca é preenchido. Eu sinto falta daquela amiga que se perdeu no tempo, do meu primeiro cachorro, da minha professa da terceira série, daquela cidadezinha que nunca mais visitei. E pô, acima de tudo, eu sinto falta de você. Quando eu começo a pensar em algo, quando eu escuto uma música, ao ler um texto, ao ver um filme, você sempre me vem na cabeça. E essa saudade com cara de insana nostalgia se apossa do meu peito, num aperto sem medidas nem tamanhos. Pra falar a verdade, eu sou feita de saudades, se existisse um raio-x emocional daria pra ver que eu sou 100% saudade, até mesmo o amor que eu sinto vem acompanhado de saudade. Eu me sinto sufocada com tudo isso, com tudo que eu não disse, com tudo que eu não fiz. Eu queria jogar tudo pro alto e ir atras de você, mas me falta coragem. E não tem um dia se quer que eu não me arrependa de não ter feito as coisas direito então todos os dias eu fico com esse maldito sentimento dentro de mim, e sinceramente eu não sei se um dia vai passar, eu queria ter vivido tudo com mais intensidade com mais emoção, com mais amor quem sabe assim eu não sofreria tanto. Bem agora não adianta nada me lamentar por algo que não tem mais jeito. Eu não culpo ninguém apenas a mim e agora eu convivo com isso pra sempre. Eu queria poder me reconstruir sem as partes que deixei pra trás, deixando a vontade insana de ir atrás de ti e todas as partículas de saudade que tenho de tudo e todos guardadas em mim. Mas a verdade é que isso não é fácil, e meu emocional totalmente afetado pela saudade não me deixa nem ao menos tentar. Saudade de tanta coisa que não tem mais espaço nem pra respirar. Saudades de mim mesma e de um amor que foi perdido. Ah, se houvesse uma maneira de me reconfigurar sem as lembranças que insistem em atormentar minha mente, pode apostar que eu seria a primeira a utilizar. Mas infelizmente isso está fora de cogitação, não é mesmo?! Por que eu estou no fundo do poço pela minha culpa, somente por ela. Quem mandou eu resolver me entregar de corpo e alma a pessoas que não sabem fazer o mesmo? Ninguém além de mim. Por isso, sinto que vou ficar eternamente estacionada nessa situação, cheia de saudades, colecionando partículas de amores perdidos e perdendo cada dia mais a mim mesma.”
Escrito por Laís, Isabelle, Laura e Ana Laura em Julieta-s. 

“Eu encontrei nele tudo que sempre procurei em alguém. Seu abraço era o melhor lugar pra estar até mesmo no calor. Logo eu que nunca gostei de muito grude, estava igual chiclete. Ele me conquistou com seu jeito bobo de sorrir pra mim e me abraçar como se o mundo estivesse nas suas mãos. Ele fez que eu me sentisse a melhor garota do mundo por tê-lo comigo. Eu me tornei uma pessoa melhor depois que tive seu amor, pude ver a felicidade com outros olhos. Depois de ter sofrido por não ter dado certo com tantos outros, percebo que tudo que vivemos foi pra eu crescer, foi pra eu parar de imaginar que seria sozinha pra o resto da vida e que ninguém seria capaz de me amar apesar dos meus defeitos, mas ele conseguiu, conseguiu desenterrar coisas que eu nem sabia que eu tinha perdido de mim mesma, ele nem mesmo se importa com minhas falhas, com minhas escolhas erradas do passado, me mostrou que nada mais disso importa mesmo. Eu não acreditava muito na minha capacidade de ter alguém ao meu lado. Observava no parque da praça perto de minha casa, casais conversando e andando juntos, percebia o jeito angelical que eles se olhavam, havia uma troca de olhares singular, uma troca de olhares que eu nunca havia trocado antes de conhecer. Mudastes muita coisa em mim. Isso é ótimo, pois abri o meu coração. Pois é, eu mesma conseguir entregar o meu coração a alguém e este alguém é ele, ele que faz dos meus dias os mais belos, sem se importar se uma garoa chata está arruinando a tarde. Nunca fui boa moça, sempre fui meio rude neste lance de sentimentalismo, mas ele encontrou o doce do meu ser no meu maior esconderijo. Ele simplesmente me ganhou, de um jeito que eu nem sabia que ainda dava, não sabia mais o que se encontrava no fundo do meu peito; e fez com que tudo fosse tão fácil, tão simples. Realmente me fez crer que o amor existe, que a minha metade da laranja não apodreceu, tá ai, intacta; e se encaixou tão bem em mim, eu me encaixei tão bem em seus braços que nem me imagino em um outro lugar que não seja ao seu lado. ele me mostrou o que é sorrir novamente, me mostrou o verdadeiro significado da felicidade, me deu a mão e me tirou do fundo do poço enquanto eu queria ficar ali presa em meu mundo sem luz, ele me mostrou como o dia é lindo independente se ele tem sol ou não, ele simplesmente me abriu os olhos para que eu pudesse ver que a vida é bela, e que não importa quem esteja do meu lado o que realmente importa é que todos os dias independente de qualquer obstaculo que eu não esqueça de sorrir.”
Escrito por Juliana, Marcela, Paula e Victoria em Julieta-s. 

“Saudade. Palavrinha forte. Que arrebata qualquer um. Palavra que machuca, que fere. E antes de ser qualquer coisa, é um sentimento tão forte que chega a fazer sair lágrimas da mais forte pessoa. A saudade nos faz de bobos, nos leva a ruína, ao fundo do poço, ela quer nos ver acabados. E que a verdade seja dita, todos nós ficamos. Uns por poucas horas, uns por longas eternidades, mas a cada instante que se passa, ela aperta mais nosso peito e trás uma dor danada. Sortudo aquele que não sente saudades! Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu saudades, quem nunca ficou pensando intensamente naquela pessoa, saudade é um tipo de tortura que acontece de cada jeito para cada pessoa. Sentir falta é diferente de sentir saudade. Saudade bate, agonia, estremece. A falta congela, chora, entristece. A saudade é a certeza de que a pessoa vai voltar. A falta é, querer ter de volta mas sabe que mão vai ter. E mesmo assim devemos continuar, apesar da saudade, apesar de se sentir pela metade, apesar de tudo. Aprenda, se você não souber levar a vida, ela te levará de qualquer jeito. Então, faz que nem nos banners e fotos que vemos na internet “Aponta pra fé e rema” que no fundo tudo dá certo, que tudo se ajeita e quando menos espera, a saudade ameniza mas não passa. Quem já não viveu por saudade ou com saudade? Não sei se é possível, mas há que morreu de amores, mas acho que é possível de saudades também. Só tenha algo em mente, tudo, absolutamente passa e é passageiro. Minha saudade é eterna. Parece que quando pensamos que superamos a saudade, ela aparece com a maior da sua dor, com aquele aperto que nem ouvir a voz ou rever fotos antigas faz melhorar apenas te faz chorar mais. Saudade é gostoso, mas saudade demais é doloroso. Existe aquela saudade de namorado, existe aquela saudade da mãe, mas a saudade dolorosa é aquela que volta mas sem data, sabe? É aquela paixão de verão que você sabe que voltará para você, mas não sabe quando ao certo. É aquela pessoa que mora longe e você não sabe quando ela virá te vê novamente, mas sabe que se ela pudesse estaria todo tempo com você. É difícil aceitar a saudade, mas quem não sente saudades não sabe o que foi bom de verdade.”
Escrito por Ana Laura, Jasmyne, Leticia F. e Marcela em Juli

“Quando o amor é mais forte que a opinião dos outros, ele dura.”
A culpa é mesmo das estrelas?

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